Marcenaria Baraúna: móvel como arquitetura

Editora Olhares, 2017

Mina W. Hugerth, Frederico Duarte, Ethel Leon e Mariana Wilderom


Space and the otherness: an anthology
CritiCall Madrid, 2018
Leandro Medrano, Luiz Recáman, Mariana Wilderom, Raphael Grazziano


A presença de Henri Lefebvre no debate acadêmico contemporâneo da arquitetura 
Revista PARC, 2017
Leandro Medrano, Luiz Recáman, Mariana Wilderom, Raphael Grazziano


Medellín
In: Social Urbanism in Latin America. Cases and Instruments of Planning, Land Policy and Financing the City Transformation with Social Inclusion, 2019
C. Leite, C., Acosta, C., Militelii, F., Jajamovich, G., Wilderom, M., Bonduki, N., Somekh, N., Herling




espaço educacional contemporâneo
reflexões sobre os rumos da arquitetura escolar
na cidade de São Paulo (1935-2013)


A pesquisa desenvolve uma análise da história do espaço educacional na cidade de São Paulo, a partir de problemáticas contemporâneas que envolvem o equipamento público escolar. O objeto de estudo que mobiliza a leitura histórica é o Centro Educacional Unificado, um complexo de equipamentos educacionais, culturais e recreativos, implantados pela prefeitura de São Paulo, originalmente entre 2002-2004, nos bairros periféricos que apresentavam carência de equipamentos sociais, espaços públicos e infraestrutura urbana. O ceu foi aclamado por seus idealizadores e pela mídia especializada, como um equipamento indutor de urbanidade. Uma vez que a multiplicidade de suas funções se organiza na criação de um espaço público diferenciado, que remete à cidade formal, atendendo tanto ao público escolar quanto à comunidade local. A partir dessa interpretação, o conjunto arquitetônico resultante ofereceria serviços de qualidade e vivências do espaço urbano que contribuiriam para a expansão das perspectivas da educação para a cultura, os esportes e a recreação. A análise detalhada desse exemplo levou à compreensão de que o ceu poderia ser lido a partir de três eixos temáticos, os quais consequentemente orientariam a análise histórica: a escola era ao mesmo tempo uma política pública, uma tipologia arquitetônica e uma intervenção urbana. É a partir dessa estrutura analítica que se buscou compreender como o equipamento educacional chegou historicamente a essa proposta multifacetada que, ao condominializar uma série de equipamentos tradicionalmente distribuídos pela cidade, equaliza a oferta de serviços a populações carentes, mas tensiona as relações entre a escola e cidade. A produção de equipamentos públicos educacionais é estudada desde 1935, a partir da criação do Departamento de Cultura e dos Parques Infantis instalados nos bairros operários, chegando até os dias atuais, com 45 ceus em funcionamento na periferia de São Paulo.

educational contemporary environment
reflections on public education facilities
in São Paulo (1935-2013)


This research develops an analysis on the history of educational spaces in São Paulo, based on contemporary issues involving public school facilities. The case study that leads the historical approach is the Centro Educacional Unificado (ceu, Unified Educational Center) a complex of educational, cultural and recreational institutions, deployed by the city of São Paulo, originally between 2002-2004, in the low-income areas that showed a lack of social facilities, public spaces and urban infrastructure. ceus were hailed by their developers and specialized media as urbanity inductors. The multiplicity of their functions were organized by creating a distinctive public space which refered to the formal city, serving both the public and the local school community., Thus the resulting architectural ensemble would offer quality services and experiences of urban space that would contribute to the expansion of the perspective of education for culture, sports and recreation. A detailed analysis of this example led to the understanding that the ceu could be read from three points of view, which organize the historical analysis: the school was at the same time a public policy, an architectural typology and an urban intervention. Studying that analytical framework, this work sought the understanding on how the regular public schools ended up becoming this multi -proposal facility which groups a series of institutions that were traditionally distributed through the city, equalizing the provision of services to underserved populations, , however stresses the relation between the school and the city. The production of public education facilities is studied from 1935 - with the development of the Department of Culture, that installed playgrounds in working class neighborhoods - to the present day, when 45 ceus are in operation in the periphery of São Paulo.


[dissertação de mestrado defendida na FAUUSP em 2014]














arquitetura para cidades na américa latina 
distâncias e aproximações entre são paulo e medellín



Este trabalho desenvolve um estudo comparativo entre Medellín e São Paulo, por meio de um panorama da produção recente da arquitetura e do urbanismo (A&U) nessas duas cidades. Para tanto foram selecionados projetos que propõem intervenções nas dinâmicas socioespaciais do território. Eles são mobilizados visando uma reflexão que contribua para ampliar os termos pelos quais a disciplina entende o universo material, social e conceitual com os quais interage. São analisados os processos de metropolização das duas cidades e os projetos que enfrentam essa condição. Constata-se que a A&U se depara com a necessidade de recobrar uma paisagem urbana que compreenda uma equidade socioespacial. Isso demanda a reconexão entre planos e projetos urbanos e a reconciliação entre infraestrutura e território, o que passa pelo reconhecimento da matriz urbana real. Também são analisados projetos que enfrentam a segregação socioespacial, perscrutando suas capacidades de não reproduzirem as desestruturações, diferenciações e afastamentos implícitos nesse processo, a partir do lote de intervenção. Nesse percurso também se extraem reflexões sobre a fragmentação dos espaços e a funcionalização da vida cotidiana. As contínuas atualizações do nosso descompasso social, que se agravam no capitalismo globalizado, exigem da arquitetura uma posição de resistência e de reação por meio de impulsos contra-hegemônicos. Isso se faz necessário diante dos processos disruptivos que atingem a produção do espaço (social) urbano. Essa proposição ressalta a dimensão sociourbana da A&U e recobra a relevância da disciplina enquanto ferramenta de grande potência crítica.
mariana wilderom (cv)

Doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (2019) na Área de Concentração História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo, pela Linha de Pesquisa Fundamentos Sociais da Arquitetura, do Urbanismo e da Urbanização. Foi pesquisadora visitante na TUDelft (2018) vinculada a cadeira Methods & Analysis. Integra o grupo de pesquisa Pensamento Crítico e Cidade Contemporânea (PC3) desde 2015. É arquiteta e urbanista pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (2009) e mestre (2014) pela mesma instituição. Atua em pesquisas sobretudo nos seguintes temas: história, teoria e crítica da arquitetura moderna e contemporânea; arquitetura e cidade contemporânea na américa latina; arquitetura educacional. É também sócia fundadora do escritório Sabará Arquitetura e Urbanismo (2014)


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